Seu filho precisa mesmo esperar todos os dentes permanentes para usar aparelho?
- Fernando Peixoto

- 12 de ago.
- 6 min de leitura
Não necessariamente. E, em alguns casos, esperar todos os dentes permanentes nascerem pode significar perder uma fase importante do crescimento para corrigir determinados problemas de forma mais favorável.

A ortodontia infantil mudou bastante nos últimos anos. Hoje, é possível acompanhar o desenvolvimento da mordida desde os primeiros anos de vida e, quando existe indicação, intervir ainda durante a dentição de leite ou na fase em que dentes de leite e permanentes convivem na boca.
Na Dentate, no Jardins, em São Paulo, a avaliação ortodôntica infantil é realizada de forma individualizada, considerando não apenas a posição dos dentes, mas também o crescimento dos maxilares, a disponibilidade de espaço para os dentes permanentes e a maneira como a criança morde.
E há uma novidade importante: tratamentos digitais como o Invisalign First™ e o Invisalign® Palatal Expander permitem hoje abordar determinados problemas ainda durante o crescimento.
Quando uma criança deve fazer a primeira avaliação ortodôntica?
Não é preciso esperar todos os dentes de leite caírem.
O desenvolvimento da boca, dos maxilares e da mordida já pode ser observado desde as primeiras consultas odontológicas da infância.
A American Association of Orthodontists recomenda que a criança tenha uma avaliação ortodôntica até aproximadamente os 7 anos de idade — e antes disso quando alguma alteração é percebida.
Isso não significa que toda criança de 5, 6 ou 7 anos precise usar aparelho.
Na maioria das vezes, a avaliação precoce serve justamente para responder três perguntas:
1. Existe algum problema se desenvolvendo?
2. É melhor tratar agora ou acompanhar o crescimento?
3. Qual será o melhor momento para intervir?
Esse acompanhamento permite que a decisão seja tomada de acordo com o desenvolvimento de cada criança — e não simplesmente com base em uma idade predeterminada.
É possível fazer tratamento ainda com dentes de leite?
Sim, em situações específicas.
Alterações da mordida e do desenvolvimento dos arcos podem estar presentes ainda durante a dentição decídua, quando a criança possui predominantemente dentes de leite.
A American Academy of Pediatric Dentistry reconhece que, nessa fase, algumas alterações — como determinadas mordidas cruzadas — podem ser diagnosticadas e tratadas precocemente quando não apresentam tendência de autocorreção e quando a intervenção é clinicamente indicada.
Por isso, uma criança com 5 ou 6 anos pode, dependendo do caso, já se beneficiar de acompanhamento ou tratamento ortodôntico interceptivo.
O ponto principal não é a idade isoladamente.
É o problema existente, o estágio de desenvolvimento e o momento biológico da criança.
O que muda quando começam a nascer os dentes permanentes?
Por volta dessa fase começa o que chamamos de dentição mista: alguns dentes ainda são de leite enquanto os primeiros dentes permanentes já começam a aparecer.
É uma fase particularmente interessante para o diagnóstico ortodôntico porque permite avaliar como o sorriso está se desenvolvendo enquanto a criança ainda está crescendo.
Entre os pontos que podem ser avaliados estão:
quantidade de espaço disponível para os dentes permanentes;
falta de espaço e tendência ao apinhamento;
largura dos arcos dentários;
mordidas cruzadas;
relação entre os maxilares;
posicionamento dos dentes que estão erupcionando;
necessidade ou não de expansão dos arcos.
presença de hábitos que podem prejudicar o desenvolvimento da oclusão, como chupar dedos, chupeta e outros.
Em alguns casos, não fazemos absolutamente nada além de acompanhar.
Em outros, a própria fase de crescimento oferece uma oportunidade de intervenção.
Avaliar cedo não significa tratar cedo.
Significa não descobrir tarde um problema que já poderia estar sendo acompanhado há anos.
E onde entra o Invisalign First?
Uma das mudanças importantes da ortodontia digital foi o desenvolvimento de sistemas específicos para crianças.
O Invisalign First™ não é simplesmente uma versão menor do Invisalign usado por adultos.
Ele foi desenvolvido para o chamado tratamento ortodôntico de Fase 1, durante o crescimento e, frequentemente, durante a dentição mista.
Segundo a própria Invisalign, o sistema é destinado principalmente a crianças entre aproximadamente 6 e 10 anos e pode ser utilizado em diferentes situações envolvendo posicionamento dentário, falta de espaço, espaçamento e arcos dentários estreitos.
Isso significa que não é necessário esperar a criança ter todos os dentes permanentes para considerar um tratamento com alinhadores.
Mas existe uma condição fundamental: a indicação depende do diagnóstico.
O fato de a tecnologia existir não significa que toda criança seja candidata ao Invisalign First.
Primeiro vem o diagnóstico. Depois escolhemos a ferramenta.
Invisalign Palatal Expander: expansão também entrou na era digital
Existe ainda uma tecnologia relativamente nova dentro do sistema Invisalign: o Invisalign® Palatal Expander.
O objetivo é promover expansão do arco superior em casos nos quais existe indicação clínica para isso.
O sistema utiliza uma sequência de expansores personalizados e produzidos digitalmente para a anatomia de cada paciente. A indicação inclui pacientes em crescimento com maxila ou arco superior estreito e pode envolver dentição decídua, mista ou permanente.
Na prática, ele abre uma nova possibilidade dentro da ortodontia interceptiva digital.
Em determinadas crianças, a expansão pode ser utilizada para:
melhorar a relação transversal entre os arcos;
corrigir determinadas mordidas cruzadas;
aumentar o espaço disponível no arco;
auxiliar no desenvolvimento adequado da oclusão;
preparar o ambiente para a erupção dos dentes permanentes.
O próprio sistema pode posteriormente ser integrado ao tratamento com Invisalign First, quando essa sequência fizer sentido para o caso.
Por que a falta de espaço merece atenção?
Uma dúvida muito comum dos pais surge quando os primeiros dentes permanentes começam a nascer e parecem simplesmente não caber na boca.
Às vezes isso faz parte de uma fase transitória do desenvolvimento.
Em outras crianças, porém, existe uma discrepância real entre o tamanho dos dentes e o espaço disponível no arco.
É justamente durante o crescimento que podemos avaliar:
Quanto espaço existe?
Quanto espaço ainda será necessário?
O arco está se desenvolvendo adequadamente?
Existe indicação para expansão?
Devemos intervir ou apenas observar?
O objetivo não é colocar aparelho o mais cedo possível. É entender o problema cedo o suficiente para escolher o momento correto.
Quanto mais cedo, melhor?
Nem sempre.
Essa talvez seja a informação mais importante deste artigo.
Uma boa ortodontia infantil não consiste em iniciar tratamentos precocemente em todas as crianças.
Consiste em reconhecer quais problemas se beneficiam de uma intervenção durante o crescimento e quais devem simplesmente ser acompanhados.
Em situações específicas, diagnosticar uma alteração enquanto os ossos, dentes e maxilares ainda estão se desenvolvendo pode permitir uma abordagem mais favorável.
Em outras situações, começar cedo não oferece vantagem.
Por isso, o objetivo da primeira avaliação é essencialmente diagnóstico.
A Academia Americana de Odontopediatria destaca justamente a importância do diagnóstico precoce e da escolha adequada do momento, sequência e indicação das intervenções durante o desenvolvimento da dentição.
5 sinais que justificam uma avaliação ortodôntica
Vale procurar uma avaliação principalmente quando os pais percebem:
1. Dentes permanentes nascendo aparentemente sem espaço
2. Mordida cruzadaQuando alguns dentes superiores mordem por dentro dos inferiores.
3. Arco superior aparentemente muito estreito
4. Dentes muito desalinhados logo no início da troca dentária
5. Diferença evidente na maneira como os maxilares se encaixam
Também podem existir alterações que passam despercebidas pelos pais. É justamente por isso que uma avaliação durante o crescimento pode ser útil.

Ortodontia infantil digital na Dentate, no Jardins
Na Dentate | Clínica Odontológica, no Jardins, em São Paulo, a ortodontia infantil é conduzida pela Dra. Ariana Soares Rodrigues, responsável pela área de ortodontia digital da clínica.
A proposta não é simplesmente decidir se a criança “precisa de aparelho”.
A avaliação busca entender:
como os dentes estão erupcionando,
como os maxilares estão crescendo,
quanto espaço existe para os dentes permanentes
e se existe alguma vantagem em intervir naquele momento.
Quando existe indicação, podem ser consideradas diferentes estratégias, incluindo recursos de ortodontia digital como Invisalign First™ e Invisalign® Palatal Expander.
Quando não existe indicação para tratamento imediato, a criança pode simplesmente ser acompanhada até o momento adequado.
Porque, em ortodontia infantil, tão importante quanto saber como tratar é saber quando tratar.
Perguntas frequentes
Uma criança de 5 ou 6 anos pode usar aparelho?
Pode existir indicação de tratamento ortodôntico ou ortopédico ainda nessa fase, mas isso depende completamente do problema diagnosticado e do desenvolvimento da criança. Muitas crianças nessa idade precisam apenas de acompanhamento.
Precisa esperar todos os dentes permanentes nascerem?
Não. Existem situações que podem ser diagnosticadas — e eventualmente tratadas — ainda com dentes de leite ou durante a dentição mista.
Com que idade uma criança pode usar Invisalign?
O Invisalign First é destinado principalmente à Fase 1 do tratamento, frequentemente em crianças entre aproximadamente 6 e 10 anos e em dentição mista. A indicação deve ser feita individualmente após avaliação.
O que é Invisalign Palatal Expander?
É um sistema digital de expansão palatina composto por uma sequência de expansores personalizados. Pode ser indicado para determinados pacientes em crescimento que apresentam necessidade de expansão do arco superior.
Toda criança com dentes tortos precisa tratar cedo?
Não. Algumas alterações devem ser tratadas durante o crescimento; outras são melhor acompanhadas e tratadas posteriormente. O diagnóstico define o momento adequado.
Seu filho ainda está trocando os dentes?
Esse pode ser justamente um bom momento para entender como o sorriso dele está se desenvolvendo.
Uma avaliação não significa começar um tratamento.
Significa descobrir se está tudo evoluindo normalmente, se algo merece acompanhamento ou se existe uma janela de crescimento que pode ser aproveitada.
Dentate | Clínica Odontológica
Dra. Ariana Soares Rodrigues
Ortodontia digital infantil nos Jardins — São Paulo




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