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Salvar o dente ou colocar implante? Como saber qual é a melhor decisão

Foto do escritor: Fernando Peixoto
Fernando Peixoto
há 16 minutos
6 min de leitura

“Este dente ainda pode ser salvo ou é melhor extrair e colocar um implante?”


Essa é uma das perguntas mais importantes — e mais frequentes — em casos de dentes muito restaurados, fraturados, com tratamento de canal antigo, perda óssea ou histórico de problemas repetidos.


A resposta não depende apenas de uma radiografia e também não deveria partir automaticamente para o implante.


Antes de indicar uma extração, é preciso responder a uma pergunta anterior:

esse dente ainda pode ser restaurado e mantido com um prognóstico adequado?


Na DENTATE, nos Jardins, em São Paulo, essa decisão faz parte de um planejamento mais amplo, que considera estrutura dental, raiz, osso, gengiva, mordida, estética e a possibilidade de reconstrução do dente.


Consultório odontológico moderno e vazio, com cadeira, braços robóticos, tela com modelo 3D de dentes e logo MacClinic.
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O implante é sempre melhor que um dente natural?


Não. Implantes são excelentes alternativas para substituir dentes perdidos ou dentes que realmente não apresentam condições adequadas de manutenção. Mas um implante não deve ser entendido simplesmente como uma versão “melhor” de um dente natural.


Quando existe possibilidade de manter um dente de maneira previsível, essa alternativa deve ser considerada.


Por outro lado, insistir em tratamentos sucessivos em um dente com prognóstico muito comprometido também pode não fazer sentido.


O objetivo não é salvar qualquer dente a qualquer custo.


O objetivo é determinar qual solução apresenta melhor equilíbrio entre preservação, previsibilidade, função e longevidade.


1. Primeiro precisamos saber se o dente ainda é restaurável


Um dos pontos mais importantes da avaliação é verificar quanto de estrutura dental saudável ainda existe.


Um dente pode apresentar uma restauração muito extensa e, mesmo assim, ter condições de ser recuperado.


Em outros casos, a destruição pode se estender profundamente abaixo da gengiva ou atingir regiões que dificultam uma reconstrução previsível.


Por isso, não avaliamos apenas o tamanho da restauração existente.


Analisamos também:

  • quantidade e qualidade da estrutura dental remanescente;

  • presença de fraturas;

  • extensão de cáries ou infiltrações;

  • condição da raiz;

  • posição da margem da futura restauração;

  • relação do dente com os tecidos gengivais e com o osso saudáveis.

É essa avaliação que começa a responder se ainda existe uma base adequada para reconstruir o dente.



2. Um dente com tratamento de canal pode durar muitos anos?


Pode.


Ter um tratamento de canal não significa automaticamente que o dente precise ser extraído.


O prognóstico depende de diversos fatores, como:

  • qualidade do tratamento endodôntico;

  • presença ou ausência de infecção;

  • existência de fraturas;

  • quantidade de estrutura dental remanescente;

  • condição periodontal;

  • possibilidade de uma restauração adequada.


Alguns dentes tratados endodonticamente podem ser mantidos por muitos anos. Em outros casos, pode ser necessário retratar o canal antes da reconstrução.


Portanto, a existência de um tratamento endodôntico anterior é apenas uma das informações consideradas na decisão.


3. Osso e gengiva também fazem parte da decisão


Um dente não existe isoladamente.


Para que ele permaneça saudável e funcional, precisa estar adequadamente suportado pelo osso e pela gengiva.


Por isso, avaliamos:

  • quantidade de suporte ósseo;

  • presença de doença periodontal;

  • mobilidade;

  • profundidade de sondagem;

  • inflamação;

  • eventuais perdas ósseas localizadas.


Em determinadas situações, o dente possui uma boa estrutura coronária, mas apresenta comprometimento periodontal importante.

Em outras, ocorre exatamente o contrário: o suporte periodontal é adequado, mas resta pouca estrutura para reconstrução.


O prognóstico é resultado do conjunto.


4. Toda restauração extensa precisa virar uma coroa?


Não necessariamente.


Esse é um ponto importante da odontologia restauradora atual.


Dependendo das condições do dente, podem existir alternativas mais conservadoras do que uma coroa completa.


Entre elas estão restaurações adesivas, onlays e overlays, que podem permitir a reconstrução do dente preservando maior quantidade de estrutura saudável.


A indicação depende do caso.


O princípio, entretanto, é simples: se existe estrutura dental saudável, tentamos preservá-la sempre que isso for compatível com um tratamento previsível.



5. Quando uma coroa pode ser necessária?


Existem situações nas quais o dente apresenta perda estrutural significativa e precisa de uma restauração que envolva uma área maior.


Nesses casos, a coroa pode oferecer proteção e reconstrução adequadas.


Mas a decisão não deve ser simplesmente:

“o dente tem canal, então precisa de coroa”.


É necessário avaliar o quanto de estrutura foi perdido, quais paredes permanecem, quais forças incidem sobre esse dente e como ele participa da mordida.


É justamente essa análise que permite diferenciar uma reconstrução conservadora de uma reabilitação mais extensa.


6. Quando preservar o dente deixa de ser uma boa opção?


Existem situações em que a manutenção do dente pode deixar de ser previsível.


Alguns exemplos incluem:

  • determinadas fraturas radiculares;

  • perda muito extensa de estrutura dental;

  • cáries profundas sem possibilidade adequada de reconstrução;

  • perda periodontal severa;

  • comprometimentos combinados de raiz, osso e estrutura dental;

  • retratamentos sucessivos de canal do mesmo dente;

  • impossibilidade de obter uma restauração com condições adequadas de função e higiene.


Nesses casos, extrair o dente pode representar uma decisão mais racional do que acumular procedimentos com prognóstico limitado.


Mas essa conclusão deveria ocorrer depois do diagnóstico, e não antes dele.



7. Quando o implante passa a fazer sentido?


Quando um dente não pode mais ser mantido com um prognóstico adequado, o implante pode ser uma excelente alternativa para sua substituição.


O planejamento moderno começa pela posição em que queremos que fique o futuro dente.


A partir daí avaliamos:

  • posição tridimensional ideal do implante;

  • quantidade e qualidade óssea;

  • anatomia da região;

  • espaço protético disponível;

  • gengiva;

  • relação com os dentes vizinhos;

  • estética;

  • mordida.


Em outras palavras: não planejamos apenas onde colocar o implante. Planejamos primeiro onde o futuro dente precisa ficar.


Essa diferença é fundamental.


8. Qual é o papel do scanner e da tomografia?


Nos casos em que existe dúvida diagnóstica ou possibilidade de implante, recursos digitais podem fornecer informações importantes.


O escaneamento intraoral cria uma representação tridimensional dos dentes e da mordida.


A tomografia computadorizada permite avaliar estruturas ósseas em três dimensões.


Dependendo do caso, podemos combinar essas informações digitalmente para estudar diferentes possibilidades antes da execução.

Isso é particularmente útil em reabilitações que envolvem simultaneamente dentes naturais, implantes e restaurações.


9. E se vários dentes estiverem comprometidos?


A decisão fica ainda mais importante.


Quando vários dentes apresentam restaurações antigas, desgastes, perdas dentárias ou diferentes graus de comprometimento, não faz sentido analisá-los de forma completamente independente.


É necessário enxergar o conjunto.


Perguntas como estas passam a ser relevantes:

  • quais dentes realmente precisam de tratamento?

  • quais podem permanecer como estão?

  • quais devem ser apenas acompanhados?

  • existe perda de dimensão ou alteração da mordida?

  • é necessário substituir algum dente?

  • é possível realizar tratamentos parciais?

  • existe necessidade de uma reabilitação mais extensa?


É exatamente nesse momento que entramos no conceito de reabilitação oral.



10. Reabilitação oral não significa tratar todos os dentes


Esse talvez seja um dos conceitos mais importantes.


Um planejamento abrangente não significa necessariamente realizar procedimentos em toda a boca.


Na verdade, um bom planejamento deve ajudar justamente a separar três grupos:

  • o que precisa ser tratado;

  • o que pode ser melhorado, caso exista benefício para o paciente;

  • e o que deve simplesmente ser preservado.


Em alguns pacientes, o plano final envolve apenas poucos dentes.


Em outros, existe indicação de uma reabilitação mais extensa. A extensão do tratamento é consequência do diagnóstico, e não o ponto de partida.


Vale a pena procurar uma segunda opinião antes de extrair um dente?


Salvar o dente ou colocar implante? Quando existe a dúvida sobre o prognóstico de um dente, uma segunda avaliação pode ser útil.


Principalmente quando a decisão envolve:

  • extração de um dente estratégico;

  • tratamento extenso;

  • múltiplas coroas;

  • implantes;

  • reabilitação de vários dentes.


Isso não significa necessariamente que a indicação inicial esteja errada.


Significa apenas que procedimentos irreversíveis merecem um diagnóstico cuidadoso e que pode haver mais de uma alternativa tecnicamente aceitável para o mesmo problema.



Salvar o dente ou colocar implante? Como tomamos essa decisão na DENTATE


Nossa abordagem começa pelo diagnóstico.


Em casos mais complexos, podemos utilizar exame clínico, fotografias, escaneamento intraoral, radiografias e tomografia computadorizada, conforme a necessidade.


A partir dessas informações, avaliamos o prognóstico de cada dente dentro do contexto da boca inteira.


A pergunta não é simplesmente:

“Podemos colocar um implante?”


A pergunta é:

“Qual é a solução mais adequada para este paciente, e quanto de estrutura natural podemos preservar com segurança e previsibilidade?”


Só depois dessa resposta definimos o tratamento.


Reabilitação oral, implantes e odontologia conservadora nos Jardins


A DENTATE está localizada nos Jardins, em São Paulo, e atua com planejamento integrado em reabilitação oral, implantes, periodontia, odontologia restauradora e odontologia digital.


A tecnologia é utilizada como ferramenta para melhorar diagnóstico e planejamento — não para aumentar desnecessariamente a quantidade de procedimentos.


Nosso objetivo é preservar estruturas saudáveis sempre que possível e indicar tratamentos mais extensos somente quando existe benefício clínico real.


Recebeu indicação para extrair um dente e gostaria de entender melhor as alternativas?


Uma avaliação clínica associada aos exames adequados pode ajudar a determinar se ainda existe uma opção previsível para manter o dente ou se a substituição por implante representa a alternativa mais indicada.


DENTATE | Clínica Odontológica

Rua Haddock Lobo, 1307 – Jardins – São Paulo

WhatsApp: (11) 97272-3368



 
 
 

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